Uma oração adjetiva é um adjetivo em forma de oração. Assim
como é possível dizer "operação bem-sucedida", em que o substantivo operação é
caracterizado pelo adjetivo bem-sucedida, é possível dizer também "operação que
fez sucesso", em que a oração "que fez sucesso" exerce exatamente o mesmo papel
do adjetivo bem-sucedida, ou seja, caracteriza o substantivo operação. O "que", que introduz a oração adjetiva, pode ser substituído por
"o qual" ou "a qual". Esse "que" se chama
pronome relativo.
Exemplos:
Aluno que estuda é aluno estudioso. A classe gramatical da palavra
"estudioso" é a dos adjetivos. Qualifica o substantivo "aluno".
Em vez de se dizer "aluno estudioso", podemos dizer "aluno que estuda".
Agora, quem é que qualifica "aluno"? A oração "que estuda", pois tem valor de
adjetivo e, por isso, é oração subordinada adjetiva.
Pontuação e
diferenças das Orações Adjetivas
Na frase: "Gosto de alunos estudiosos". você poria vírgula
entre "alunos" e "estudiosos"? Claro que não. Porque o papel da palavra
"estudiosos" é limitar o universo de pessoas. Não é de qualquer pessoa que eu
gosto. Só gosto das alunos estudiosos, ou seja, só gosto de alunos que estudam.
A oração "que estudam" exerce o mesmo papel do adjetivo "estudiosos",
isto é, limita, restringe o universo de pessoas. Essa oração é chamada de "adjetiva
restritiva" e, como você deve ter notado, também não é
separada da anterior por vírgula.
Agora veja este outro caso: "Os alunos, que estudam, sempre tem notas altas".
Nessa frase, a idéia não é dividir os alunos em dois grupos (os que estudam e os
que não estudam) e dizer que só os que estudam tem notas altas mas fazer uma
afirmação de caráter genérico: os alunos estudam e sempre tem notas altas.
O "que" dessa frase é pronome relativo ("Os alunos, que estudam") e
introduz oração subordinada adjetiva, mas, nesse caso, não é restritiva. Não
restringe, não limita. Generaliza. É chamada de adjetiva explicativa.
A oração restritiva não é separada da anterior por vírgula, mas a explicativa
é.
Exemplo das diferenças:
1) Ela tomou o vinho que era importado;
2) Ela tomou o vinho, que era importado.
Elas parecem iguais, mas não são. A vírgula modifica o sentido. Em ambos os
casos, o "que" pode ser substituído por "a qual". Em ambos os casos, o "que" é
pronome relativo e, por isso, introduz oração adjetiva.
A diferença está na extensão do termo que vem antes do "que" ("vinho"). Sem a
vírgula ("vinho que era importado"), cria-se um limite. Com certeza, havia
outros tipos de vinho, por isso a restrição imposta pela oração "que era
importado".
Já na oração com vírgula "que era importado" não restringe. Deixa de
ser restritiva e passa a ser explicativa. O vinho tomado era importado, não
havia outros.
Mais um exemplo:
"A Telefonica tem dez funcionários que trabalham em São Paulo". O que
acontece quando se coloca vírgula depois de "funcionários"? Muda tudo. Sem a
vírgula, a Telefonica tem mais de dez funcionários, dos quais dez trabalham em
São Paulo.
Com a vírgula depois de "funcionários", a empresa passa a ter exatamente dez
funcionários, e todos trabalham em São Paulo.