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Gregório de Matos Guerra
A mesma
D. Ângela
Anjo no nome, Angélica na
cara!
Isso é ser flor e Anjo
juntamente:
Ser Angélica flor e Anjo
florente,
Em quem, senão em vós, se
uniformara:
Quem vira uma tal flor, que
a não cortara,
Do verde pé da rama
florescente;
E quem um Anjo vira tão
luzente,
Que por seu Deus o não
idolatrara?
Se pois como Anjo sois dos
meus altares,
Foreis o meu Custódio, e a
minha guarda
Livrara eu de diabólicos
azares.
Mas vejo, que por bela, e
por galharda,
Posto que os Anjos nunca dão
pesares
Sois Anjo, que me tenta, e
não me guarda.

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