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Cronologicamente,
compartilha com o Realismo/Naturalismo o mesmo momento
histórico-cultural e as mesmas propostas de combate aos exageros
sentimentais e expressivos do Romantismo. O processo industrial evoluía,
gerando a luta das grandes potências pelos mercados consumidores e
fornecedores de matéria-prima. O momento histórico que marca a
transição do século XIX para o século XX é extremamente complexo e
conflituoso, marcado por agitações sociais e a Primeira Guerra Mundial.
Encontramos duas situações distintas, nesse período:
1 -
clima de euforia motivado pelo avanço industrial e expansão capitalista,
gerando aumento de consumo; e,
2 -
clima de insatisfação e insegurança motivados pelo acirramento dos
conflitos sociais, provados pelo mesmo aumento de consumo que gerou uma
nova categoria social: a dos excluídos.
O
Parnasianismo não ocorreu em Portugal. Chegou no Brasil por
influência francesa. É a manifestação poética do
Realismo/Naturalismo, apesar de se distanciar da proposta dos
Realistas, pois mantém os poetas á margem dos conflitos sociais.
Os intelectuais começam a questionar o "paraíso" prometido pela
Revolução Industrial e os poetas parnasianos buscam uma nova estética
baseada na impessoalidade e na estética. Retoma-se a Antiguidade
Clássica com seu racionalismo e formas perfeitas, produzindo-se uma
poesia superficial, carregada de descrições objetivas mas esteticamente
perfeitas. É o culto da forma, a "arte pela arte", colocando a
literatura no meio artístico através da estética visual e do
esforço intelectual para obter rimas perfeitas, o que exigia grande
conhecimento da língua portuguesa.
A
estética da forma é adquirida pelo soneto que é consagrado como
esteticamente perfeito, por sua forma fixa de 14 versos, distribuídos em
4 estrofes (2 quartetos e 2 tercetos). Os versos decassílabos ou
alexandrinos, as rimas ricas e perfeitas complementam e endeusam a
Forma, à qual o movimento se propõe.
Os principais poetas desse período são:
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Via Láctea
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Nel Mezzo del Camin
Invejo o ourives quando escrevo:
Com que ele, em ouro, o alto-relevo
Por isso, corre, por servir-me,
A pena, como em prata firme
Torce, aprimora, alteia, lima
No verso de ouro engasta a rima,
Quero que a estrofe cristalina,
Do ourives, saia da oficina
Porque o escrever - tanta perícia,
Que ofício tal... nem há notícia
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