Alquimista do Vento

 

 

Aloha, Tribo do Pata Marrom

 

Mais uma vez estou aqui para mandar uma mensagem de suspensão temporária da coluna e do Grupo.  Os Ventos me chamam e me levam para outras paragens. Assim que pousar, retorno ‘as mensagens.

 

Hoje, conversando com um Amigo que me mandou uma frase de Gurdjieff, que reproduzo abaixo,  me re-lembrei da minha proposta de quando criança: Ser Livre.

 

O que você quer ser quando crescer, criança? Eu  respondia:  SER LIVRE.  Como se isso fosse uma  profissão;  e é.

 

“Se um homem pudesse entender todo o horror da vida das pessoas comuns, que estão dando voltas num círculo de interesses insignificantes e insignificantes objetivos, se pudesse entender o que é que elas estão perdendo, compreenderia que só pode haver uma coisa importante para ele - escapar da lei geral, ser livre. O que pode ser importante para um homem que está na prisão e foi condenado à morte? Somente uma coisa: Como se salvar, como escapar: nada mais é importante."

G. I. Gurdjieff

 

Quantas coisas fazemos em nome de ser livre?

 

Só Louca.....

 

Sou do Vento, meu destino é voar. Tenho asas e aprendi com Gaviões a me arremessar.   Dizem que sou rebelde, não esquento lugar. Que vou a busca de conhecimento,  para poder passar.  Vivi o que tive que viver,  por teimosia, por insistência,  por curiosidade, por conhecimento, por informação??? Vivi.

Aprendi. A  enfrentar  medos, aprisionei-me em conceitos e procuras, hoje parto sem eles, vou ventar.  Nada no corpo e nas mãos...

 

Encararei as alegrias,  o amor, a felicidade, o afeto, o carinho, a ousadia,  o pânico, as perdas, os ganhos,  a violência,  o desrespeito, a agressão,  invasão e o desamor. Lutas,  batalhas, guerras, minhas,  de outros,  por mim, para mim e contra mim mesma.  Levo comigo o que sou.   Minhas marcas,  cicatrizes, internas e externas,  meu corpo, minha lembrança, minha memória celular me acompanham e me fazem o que sou....Corpo e mãos.

 

Rompi mapas, virei trovão, ventei forte, fraco, suavemente. Provoquei furacões e tufões.   Acendi o fogo e queimei–me em purificações,  usei  o poder da transformação em busca do ser livre, ser una e ser verdadeiramente aquilo que sou.  Alquimista  do Vento,  feita para ventar...

 

Ser só,  Ser infindo:

 

Não caminho contra  o Vento....

 

Caminhando com o Vento

Nada nos bolsos ou nas mãos;

Eu quero seguir vivendo

Amor.....

Por que não. Por que não?

 

Aho!

Vera Tanka


Obs.: Minha querida amiga Vera Tanka, que tinha a força e a coragem dos gaviões, arremessou... hoje é vento mas suas palavras são imortais.  -  A mensagem foi postada em setembro de 2003 e logo ela fez a passagem. (Helena)